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vila de cano - canoonline - João Mot@



Mensagens

Sexta-feira, 26.10.12

Nós por cá........Cano ( curtas e breves )

Lar do Cano, não tem agua quente já há alguns dias, não sei qual a razão ou avaria, mas é chato as pessoas idosas terem que se deslocar a Santo Amaro, para tomarem banho..... 

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por @Mota@ às 13:48

Quinta-feira, 25.10.12

Rajadas fortes de vento arrancaram mais de 100 árvores em Arraiolos

Rajadas fortes de vento fustigaram, esta quinta-feira, o concelho de Arraiolos, na zona de Igrejinha, arrancando mais de cem sobreiros e azinheiras, muitos de grande porte, e as coberturas de dois edifícios, revelou um vereador do município.

Armando Oliveira, vereador da Câmara de Arraiolos com a tutela da Proteção Civil, explicou à agência Lusa que o fenómeno meteorológico, que não causou danos pessoais, aconteceu "por volta das 13 horas", perto da localidade de Igrejinha, em direção a Azaruja (Évora).

"O que sei é que foi um fenómeno atmosférico fora do normal, que provocou estragos numa extensão de mais de três quilómetros e com mais de 200 metros de largura", adiantou.

Os ventos fortes, segundo o vereador, "apanharam pelo menos duas herdades", onde arrancaram mais de cem árvores, "sobretudo sobreiros e azinheiras de grande porte".

"Algumas das árvores foram arrancadas pela raiz e foram projetadas vários metros. Havia mesmo ramos projetados a dezenas de metros", acrescentou.

Além disso, disse, "duas ou três ovelhas também foram projetadas e sofreram ferimentos".

 

In; JN 

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por @Mota@ às 22:39

Quinta-feira, 25.10.12

26ª Baja Portalegre 500 | 2012

O Blog Canoonline Apoia :  O Piloto:  Nuno Reis

 

 

31 de Outubro (quarta-feira)

 

10h00/20h00 
Acreditação das equipas
Estádio

1 de Novembro (quinta-feira)

08h00
Abertura do secretariado/Gabine de Imprensa
Nerpor

08h00/17h00
Acreditação das equipas
Estádio

08h00/16h00
Entrega do equipamento de segurança (GPS/GSM e Sentinel)
Nerpor

09h00/15h00
Verificações administrativas Motos

Entrega do Road Book – 1ª Etapa


09h00/16h00
Verificações administrativas Auto

Entrega do Road Book – 1ª Etapa
Nerpor

09h30/15h30
Verificações técnicas Motos
Nerpor

10h00/17h00
Verificações técnicas Autos
Nerpor

13h00/16h30
Reconhecimento da super especial


18h30
Publicação da lista de admitidos à partida Motos
Nerpor

19h00
Briefing com diretor de prova e organizador Motos
Nerpor

19h00
Publicação da lista de admitidos à partida Auto
Nerpor

19h30
Briefing com diretor de prova e organizador Auto
Nerpor

20h30
Encerramento do Gabinete de Imprensa
Nerpor

21h30
Encerramento do secretariado
Nerpor

2 de Novembro (sexta-feira)

07h35
Abertura do secretariado/Gabinete de Imprensa
Nerpor

08h35
Partida da 1ª Etapa Motos
Nerpor

09h00
Cerimónia de partida / Partida SSS1 Motos


09h05
Chegada do SSS1 Motos


11h05
Chegada da 1ª Etapa Motos
Nerpor

14h00
Partida da 1ª Etapa Auto
Nerpor

14h30
Cerimónia de partida / Partida SSS1 Auto


14h35*
Chegada do SSS1 Auto


15h05*
Chegada da 1ª Etapa Auto
Nerpor

15h00/19h00
Entrega do Road Book da 2ª etapa Auto
Nerpor

16h00
Conferência de Imprensa
Nerpor

18h00
Publicação da lista de partida para a 2ª Etapa Motos
Nerpor

19h00
Publicação da lista de partida para a 2ª Etapa Auto
Nerpor

20h30
Encerramento do secretariado/Gabinete de Imprensa
Nerpor

3 de Novembro (sábado)

06h00
Abertura do secretariado/Gabinete de Imprensa
Nerpor

06h45
Partida da 2ª Etapa Auto
Nerpor

07h15
Partida do SS2 Auto
Nerpor

08h35
Partida da 1ª Etapa Motos
Nerpor

09h00
Partida do SS2 Motos


09h20*
Chegada do SS2 Auto


11h40
Partida da 3ª secção Auto
Nerpor

12h00
Partida do SS3 Auto


15h00*
Chegada do SS3 Auto


15h05
Chegada da 2ª Etapa Motos
Nerpor

15h30*
Chegada da 2ª Etapa Auto
Nerpor

16h00
Cerimónia de pódio Motos
Nerpor

16h30
Cerimónia de pódio Auto
Nerpor

17h00
Verificações técnicas finais Auto
Nerpor

17h15
Conferência de Imprensa
Nerpor

19h00
Publicação da classificação final provisória Motos
Nerpor

19h30
Publicação da classificação final provisória Auto
Nerpor

20h30
Distribuição de prémios
Nerpor

22h00
Encerramento do secretariado/Gabinete de Imprensa
Nerpor


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por @Mota@ às 19:03

Sexta-feira, 19.10.12

Informação...... Vila de Cano Canoonline; Atraso na Mudança de Hora ás duas passa para a uma.

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por @Mota@ às 13:39

Terça-feira, 16.10.12

No coments, os graficos falam por si.......

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por @Mota@ às 22:44

Sábado, 13.10.12

Artigo de opinião por: João Richau

E nós que pensávamos que já tínhamos visto tudo... 

 

Nas últimas décadas, Portugal e o mundo assistiram a uma sucessão de Governos portugueses, de qualidade e práticas muito duvidosas, que segundo opinião generalizada, foram sucessivamente menos competentes. E os inquéritos de opinião confirmam-no. Ao ponto do presente Governo pouco mais ser do que uma espécie de contabilista-mor. A sua única preocupação parece ser o deve e o haver da nação, por encomenda do patrão, a famigerada Troika. Quando o país, finalmente, entrar nos eixos, já todos os seus habitantes normais morreram à míngua. 

 

Mas o mal começou muito cedo, ainda no tempo em que Cavaco Silva era Primeiro-Ministro. Quem não se recorda do famoso Centro Cultural de Belém, a que alguns, depreciativamente, chamaram à época de Centro Comercial de Belém?  O imóvel estava orçamentado em qualquer coisa como pouco mais de 8 milhões de contos e acabou por custar aos contribuintes mais de 40 milhões de contos e nem sequer ficou concluído. É uma das maiores derrapagens financeiras da nossa história. Foi também neste consulado que o país se encheu de autoestradas, principalmente o litoral e que, praticamente, se extinguiram as pescas e a agricultura. Foram também esses os anos das fraudes do Fundo Social Europeu e muitas outras peripécias que recordo, mas que agora não vêm ao caso. Por que razão o país não estoirou logo nesses anos? Porque vieram fundos comunitários que tudo abafaram. Quando havia problemas, desvalorizava-se o escudo e a inflação era então de dois dígitos. O povo perdia rendimentos das duas formas. 

 

A seguir vieram os ainda faustosos dias de Guterres, que iniciaram a moda dos exílios políticos. Desde Guterres, inclusive, nenhum Primeiro-Ministro sobreviveu ao cargo com a coragem mínima para enfrentar os seus concidadãos olhos nos olhos depois de sair. A única exceção é a de Santana Lopes. Mas esse não chegou propriamente a ser Primeiro-Ministro e não tinha para onde ir, porque ninguém o queria por perto... Guterres, que quase se ia afogando no pântano, fugiu para a ONU, onde continua Alto-comissário para os Refugiados e de vez em quando aparece quase de mão dada com Angelina Jolie. Ou seja, vive uma espécie de exílio cor-de-rosa! Durão Barroso fugiu para Bruxelas na primeira oportunidade, para um exílio dourado, onde se tem eternizado com os resultados que estão à vista - a desagregação da União Europeia, recentemente premiada com o Nobel da Paz. De facto, as sumidades europeias conseguiram destruir a Europa sem disparar qualquer tiro e sem largar sequer uma bomba. Merecem o prémio. Mais recentemente, José Sócrates evadiu-se para Paris, para estudar uma especialidade que faz jus ao seu nome, para uma espécie de exílio etéreo, onde esturra mensalmente cerca de 15000 euros, que não se sabe muito bem de onde provém. Até alguns ilustres membros da oposição, por motivos distintos, se viram forçados ao exílio. João Cravinho foi corrido para Londres, quando meteu a boca no trombone e ameaçou a paz celestial do enriquecimento ilícito. Ferro Rodrigues autoexilou-se na UNESCO por motivos que todos recordamos. Outros, que entretanto se dedicaram aos negócios obscenos, levando à ruína o BPN, andam cá e lá, num vaivém incessante. Mas o dinheiro que arrebanham só vai de cá para lá. Alguns, que ficaram em Portugal, exilaram-se nas próprias casas, com pulseira eletrónica ou com medo de sair à rua. Entre eles até existe um acusado de homicídio. 

 

Atualmente, é Passos Coelho e os seus apaniguados que andam a espadanar no pântano. Até ver, Passos aconselhou os portugueses desempregados, os jovens e os carenciados, dos quais não consegue sugar nem sequer um cêntimo, a exilarem-se por esse vasto mundo fora. Os que ficam são espoliados sem misericórdia. Receio e espero que o mesmo dure pouco tempo no cargo. E ocorre-me questionar para onde fugirá depois de tanta maldade feita? A empresa que administrou sabiamente abriu falência. Os dinheiros dos programas FORAL e as verbas para formação de técnicos de aviação, que nunca viram sequer um avião, que soube magistralmente canalizar para a empresa, com a ajuda do canalizador Relvas, já se esfumaram. Para onde fugirão brevemente estas criaturas? 

 

Entretanto, o País viajou no tempo. Regressou a algumas décadas atrás, quando era conhecido no mundo como um país de viúvas, de pobres e de miséria. Gerações inteiras de políticos conduziram-nos não ao futuro que prometiam, mas sim a um passado que muitos de nós ainda recordam sem saudade. Mas com agravantes. Aqueles que pretendiam acabar com os ricos apenas alcançaram a sua redução. Mas os ricos sobreviventes são hoje detentores de fortunas nunca vistas em território português, ainda que tais fortunas se tenham refugiado em paraísos fiscais. Aqueles que pretendiam acabar com os pobres, apenas conseguiram multiplicá-los. Mas num aspeto, os políticos democráticos conseguiram ultrapassar os da ditadura. O Povo Português é hoje um povo sem esperança. Sem esperança que alguém os possa salvar. Sem esperança que um novo regime os redima. Pura e simplesmente, olhando à nossa volta, só se vêem sinais de desgraça. E nem sequer pode clamar por liberdade, pois a liberdade existe. Cada um queixa-se para seu lado. Todos se queixam, mas não há quem nos possa acudir. Sem trabalho, sem pão, sem esperança, de que nos serve a liberdade?

 

João Richau

Outubro de 2012 (ano segundo do assalto do Estado às pensões, aos salários, aos direitos sociais e à dignidade do povo)

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por @Mota@ às 23:50

Quarta-feira, 10.10.12

Um Filho da Terra de nome; João Richau

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João Richau nasceu na Vila do Cano, Alto Alentejo, em 1961. Filho e neto de trabalhadores. Fez os seus estudos primários nessa vila, tendo prosseguido no então Ciclo Preparatório e no Curso Geral dos Liceus em Avis. Os estudos do ensino secundário foram realizados em Estremoz, na área da Quimicotecnia. Rumou a Lisboa em 1981 para estudar biologia na Faculdade de Ciências, tendo concluído a licenciatura em 1986, com 16 valores.

Durante 10 anos, entre os 13 e os 23 anos, trabalhou sempre nas férias de verão e, em certos anos, também nas férias de Natal e de Páscoa. Durante esses penosos anos, acompanhava voluntariamente o seu pai nos trabalhos de construção civil, à moda antiga. Com rigor e muito trabalho manual. Percorreu também o circuito, normal para os estudantes da época, da apanha da azeitona, da colheita do tomate e do grão-de-bico, este último, levado a cabo de madrugada. Desta fase da sua vida, o trabalho mais relevante que recorda foi o da recuperação da secular torre do Edifício da Junta de Freguesia de Cano, que se encontrava já muita degradada.

Deu as suas primeiras aulas, de biologia e geologia, no estágio pedagógico, em 1985, no Liceu Maria Amália, em Lisboa. Passou depois pelo Liceu Camões, pelo Colégio Moderno, pela EPA, pela Escola Secundária de Santo António dos Cavaleiros e pela Escola Secundária de Loures-1. Foi bolseiro da Fundação para a Ciência e a Tecnologia – FCT e investigador de mestrado e de doutoramento no IST - Instituto Superior Técnico, em Lisboa, entre 1992 e 2002, tendo publicado nesse período diversos artigos em revistas internacionais da especialidade, em revistas nacionais e em livros de atas de congressos. Concluiu o Mestrado em Biotecnologia (Engenharia Bioquímica) em 1995, IST, Lisboa, com Muito Bom e o Doutoramento em 2002, IST. Desde abril de 1991 que é professor do ensino superior privado, onde chegou a lecionar para mais de 500 alunos num só ano.

João Richau foi autarca no Alentejo, em Assembleias Municipal e de Freguesia, eleito em listas partidárias e numa lista de independentes, durante três mandatos. Foi também colunista do jornal Notícias de Sousel, desde o nº 47 ao nº 65, tendo abandonado por motivos da sua participação numa lista de candidatos independentes aos orgãos do município de Sousel. Foi empresário individual e sócio-gerente de uma empresa na área da informática. Foi, ainda, formador, em diversas cidades do país, na área da saúde, higiene e segurança do trabalho.

No domínio da literatura, tem como principais referências internacionais Thomas Mann, Franz Kafka e Gabriel Garcia Márquez. Os autores portugueses que mais aprecia são Eça de Queiroz, Camilo Castelo Branco, José Saramago e José Rodrigues Miguéis. Outras referências, no estilo narrativo e no romance histórico, para ele muito relevantes nos últimos anos, são Steven Saylor, Christian Jacq e Wilbur Smith. No domínio da poesia, nutre admiração pela vida e obra de Camões, Bocage e Florbela Espanca.

Os vultos que mais aprecia na história das ciências da vida são Gregor Mendel, Charles Darwin, Alois Alzheimer, Thomas Morgan, James Watson e Stanley Prusiner. Em Portugal, admira muitos biocientistas contemporâneos, mas não é oportuno nomeá-los.

 Recentemente abarcou o mundo da escrita literária, tendo já publicado dois romances, A Fundação, Chiado Editora, 2012 e Camaleão… ou talvez não, Bubok, 2012 e um livro monográfico Contibutos para uma monografia sobre a Vila do Cano, Bubok, 2012. Na presente data, tem mais um livro escrito e pronto a publicar: A Cooperativa sem fins lucrativos (mas o atual momento ainda não é oportuno). Encontra-se presentemente a escrever mais dois romances: As águas do Rio Arcano (continuação de A Fundação) e O Vidente.

A experiência emocional mais marcante da sua vida foi a paternidade, aos 25 anos e o episódio mais traumatizante foi a morte do pai, aos 30 anos. Os maiores motivos de esperança foram o 25 de Abril de 1974 e a queda do muro de Berlim, em 1989. A situação mais angustiante é a atual cena política, social, económica e financeira da Europa e do mundo ocidental, a caminho do precipício. A angústia de longo prazo deve-se à insustentabilidade ecológica do presente modo de vida humano.

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por @Mota@ às 09:59

Terça-feira, 09.10.12

Os Portugueses e as suas Luxúrias

 

Hoje em dia nós portugueses, vivemos numa vida de luxo, sabem lá os Ministros e o Presidente da República,  o que é contar trocos para chegar no final do mês e ter alguma comida na mesa, sabem lá eles o que é ter filhos na escola  no ensino obrigatório e onde o estado nos ajuda em nada, por isso estudar é um luxo e é só para quem pode, ou para quem faz das tripas coração para conseguir comprar livros, material escolar, almoços,  equipamentos,  etc.....

 

Hoje em dia trabalhar também é um luxo, porque já poucos o conseguem fazer, já há muito poucos a trabalhar para tantos que o recebem sem saírem de casa,  não estou a falar de quem quer trabalhar e não arranja onde, estou a falar do pessoal dos rendimentos mininos aqueles que andam de café em café com o cigarro nos queixos e médias nas mãos , sim é desses que eu estou a falar.

Ter filhos é mais um luxo, quem não gostaria de ter 3 ou 4 filhos, já dizia Cavaco Silva aqui há uns tempos "façam filhos, Portugal precisa de gente nova", pois é Sr. Presidente, e depois como é que os criamos??, o estado ajuda em quê ??.

 

Ter saúde é tambem um luxo, porque quem não a tiver está lixado, das duas uma ou morre em casa ou morre numa cadeira de uma sala de espera num  centro de saúde próximo de si....

 

E Por fim; Morrer também é um luxo, para quem morre não há qualquer problema, pois o funeral não fica por fazer, mas despesas  têm que ser pagas por alguém  e esse alguém será o familiar mais próximo, depois o estado dará uma esmola de € 213,86...... !!!!

  

 

 

Tenho dito.

 

                        João Mota

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por @Mota@ às 14:33

Domingo, 07.10.12

Mais Um Livro de João Richau. ( Camaleão ou Talvez Não )

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Tino apaixona-se perdidamente por uma estranha e bela rapariga, cujo destino trágico ignora. António é apanhado num turbilhão de sentimentos de amor possessivo, votando a namorada ao desprezo. Tânia, a rapariga abandonada, desenvolve uma aparente patologia rara e estranha, levando o viúvo António ao desespero. Joana, uma rapariga de modos simples, agrada-se de Tino e traz-lhe a felicidade tardia, mas muito compensadora. A solidariedade social apodera-se de todos, unindo-os numa missão comum.

 

A Compra do livro é feita online.

 

clique no link.

http://www.bubok.pt/libros/6095/Camaleao-ou-talvez-nao

 

 

Um "cheirinho" do Romance ;

 

Aquela imagem não lhe saía da cabeça. Foi assim durante anos, apagando por completo a imagem de beleza que tão bem se definira anteriormente na sua cabeça. Lá estava também o tio Gualdino e as gentes da paróquia mais envolvidas. - Isto é que foi uma triste sina, Tino. Felizmente que não - É verdade, tio Gualdino. Que idade tinham os pais? - Se bem me lembro, o pai devia ter uns 40 anos e mãe uns 38. Mais coisa, menos coisa. - Teresa tinha 32 anos, tio Gualdino. É terrível - E o marido? - O marido é aquele que está ali de preto, com o braço ao peito. Ao princípio, nem quis assistência médica. Mas pouco depois começou a sentir fortes dores no braço direito e foi-se a ver estava partido em dois sítios. Só teve mais uma escoriação na perna direita. Se reparar, há-de notar que ele coxeiaà - Já tinha reparado, sim. E, segundo ouvi na televisão, morreram mais 7 pessoas. Foram 7 mortos e 16 feridos graves. Mas agora já se sabe que, afinal, foram 10 mortos, porque três acabaram por morrer em menos de 24 horas, uma tragédia...... António precisou de uns 30 dias de baixa, para se recompor dos traumatismos ósseos e mentais que sofrera. Subitamente na sua vida, via-se viúvo. As saudades da sua Teresa, mulher fora do vulgar, que lhe fora tão querida tornaram-se avassaladoras. António passou quase todo o mês de baixa em casa, saindo muito pouco. O vazio da casa, agora ainda maior, estava a deixá-lo num estado de absoluto desespero. Todos os objectos que via lhe traziam Teresa à memória. Durante uns breves instantes, ainda acreditava que logo mais Teresa regressaria de mais uma viagem. 

 

 

 

_______________________________////________________________________

 

 

Quando se recordava do que acontecera, chorava desamparado. A única distracção que tinha era vir para a varanda e perder o olhar no vasto estuário. Divagar sobre a vida, olhando os barcos no Tejo. E foi quando se lembrou de Tânia. Ligou-lhe diversas vezes, mas não obteve resposta. Ela tinha-lhe dito que mantinha o mesmo número. António tinha apagado o seu contacto por pressão de Teresa, mas recordava-se perfeitamente do número. O que seria? Ao fim de umas horas, lembrou-se de abrir o computador e enviar-lhe um mail. Afinal, Tânia já o contactara. àAntónio, por favor, não me telefones mais. Não quero intrometer-me numa relação. Nem quero que a tua mulher me venha a perseguir, e com razão. Preciso de me concentrar no meu doutoramento. É a única saída imediata para a minha emediata para a minha vida...

António chorou, perdido, mais uma vez. Nos últimos dias, pouco mais havia feito. Quando recuperou minimamente o ânimo, respondeu ao mail de Tânia. àTeresa já não está entre nós, Tânia. Faleceu há quase um mês num brutal acidente. Preciso encontrar-me contigo urgentemente. A.à Tânia estava on-line e respondeu de imediato. António foi ter com ela, ainda de braço ao peito. Seguiu de táxi, pois não podia conduzir nem tinha carro. Tânia regressara ao seu estilo normal. Vestia informalmente, enquanto António se habituara já a um estilo mais sofisticado. O contraste era nítido para quem os observasse ali sentados naquela esplanada. Embora ambos se mostrassem igualmente afectados. António, pelas dores físicas e psicológicas que ainda sentia. Tânia pelas surpresas que a vida lhe reservara nos últimos anos. - Ias com ela no carro?

 

.-.......... (comprem o livro.)  

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por @Mota@ às 15:41

Sábado, 06.10.12

Aldrabão!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

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por @Mota@ às 14:29



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